ELE É VELHO, FEIO, CHATO, MAU E SEM-VERGONHA.

Coluna do Comendador Baltazar

Estas aventuras são ambientadas em Curitiba. Verídicas ou não, aí estão. Então preparem-se, pois começa agora (30/04/2003,1h30) a COLUNA DO COMENDADOR BALTAZAR, As histórias do nosso herói serão publicadas semanalmente. Portanto, sejam bem-vindos!!!
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:: Sábado, Abril 30, 2005 ::



ANNO II

Esta semana foi muito esperada por todos aqueles que me conhecem. Bom, pelo menos é assim que penso. E também quero acreditar nisto. Como todo mundo sabe, este blog, comemorou, por incrível que pareça, dois anos de existência. Parece pouco tempo, mas se for analisar pelas experiências vividas aqui daria para escrever um livro, ou, na pior das hipóteses, este blog mesmo. Mas nesta semana, tudo que nem imaginava acontecer aconteceu. Coisas boas? Ora, veja bem... Ah! Continue a ler os fatos ocorridos e você tirará suas próprias conclusões.

Para começar a semana, após a ligação do prefeito playboy querendo esquematizar uma grande festa no prédio daquela boate que pegou fogo há pouco tempo atrás, e que ainda ninguém se indignou em consertá-lo, e que ainda, também, nem confirmei nada sobre minha presença, e nem vou confirmar porque sei de sua intenção de puxar meu saco para adquirir maior popularidade. Bom, o que estava falando mesmo? Ah, sim; descobri, por experiência própria, de haver adquirido uma doença chamada... rodavidros... Não, não era isso. Ah, já sei; é rotavírus. Mas isso também não tem nada haver com que vou relatar. Bom, até tem, porém... Ah! Deixe-me continuar com esta narração.

A maneira que descobri esta doença foi um tanto quanto peculiar. Como foi? Oras, espere um pouco, já estou contando. Estava eu ouvindo uma música do velho Tom Waits no rádio emprestado do Adalberto, aquele de ondas longas, ondas médias, ondas curtas e almost waves, e que, por incrível que pareça não consegui, ainda, convencer o proprietário desta maravilha sonora de vende-la para mim. A um preço módico é claro. E... Oh, sim; ouvia a música enquanto tomava meu banho, quer dizer, na verdade estava fazendo minha barba com a água do chuveiro. Sabe como é... Água quentinha, uma bela lata de cerveja para acompanhar a cantoria, minha e a do rádio, o banho e a barba, propriamente dita. Lá pelas tantas resolvi soltar um inocente peidinho, pois minha barriga, de uma hora para outra ficou muito volumosa. Dava até para apoiar a lata da bebida e o aparelho de barba nela se quisesse. Então deste quase adorável peidinho saiu um tremendo rojão capaz de fazer entortar a porta do boxe. Além de virar o chuveiro para cima.

Com o susto dos choques e estalos no chuveiro resolvi debandar dali rapidinho. Nem liguei se estava molhado, pelado, ou com a barba pela metade da viagem. Cai fora do banheiro, mas junto comigo veio a lata de cerveja e o rádio. Porém, o Tom Waits já tinha parado de cantar. Aliás, o rádio misteriosamente havia parado de tocar qualquer coisa depois deste episódio. Eis que, após toda essa correria, percebi, quase sem querer, um rastro de merda pela casa. Pensei a princípio ser obra do gato, ou do cachorro, mas pela quantidade de material espalhado pelo chão da casa deduzi ser minha própria obra. Mas que grande obra essa minha heim! pensei.

Mas não deixei-me intimidar pelo desarranjo. Tratei de me forrar adequadamente, pus uma roupa, claro, e fui para rua. Comemorar, melhor dizendo, tirar proveito do sucesso que o blog tem feito neste segundo ano de existência. O problema seria em que direção rumar numa hora dessas, realmente não sabia muito bem aonde ir. Sendo assim, fui até o Odil para tomar aquele copo de chope que só o Distinto tem. Não quero dizer que o boteco seja exclusivo na venda de um determinado chope. Não é isso. Talvez se eu tomasse água tivesse o mesmo efeito. Na verdade é o ambiente que deixa tudo assim. Agora se tivesse aquela cerveja que começa com K... Veja bem, nem com este ambiente resolveria o caso.

Então cheguei lá já com lágrimas nos olhos. Havia uma faixa com dizeres comemorativos ao blog. Além da bandinha tocando a música criada para ele (blog), que são todas aquelas músicas boas existentes. Foi aí que pensei: é aqui que vou ficar para beber. A partir daí, saquei de um charuto do bolso do vizinho de mesa, sem que ele percebesse é claro, e fui para a porta com meu copo, para beber e fumar tranqüilamente enquanto ouvia e cantarolava aquelas músicas. Só parei de fazer isso quando vi o carro super, hiper, duper esporte do prefeito chegando no bar, mais a sua comitiva horrível estacionando e interditando as ruas da região.

O que fazer então? Pensei. Paguei minha conta e resolvi cair fora dali antes que o almofadinha viesse me pedir algum favor ou algo assim. O que eu fiz? Imediatamente me entrouxei no meu fusquinha e cai fora daquele lugar à procura de um ambiente menos paparicado. Como não avisei ninguém da minha saída, certamente não iria encontrar nenhum dos meus amigos. Então... O que fazer? Circulei por umas ruas até me perder definitivo por um bairro que nem sabia qual era. Mas também, que importa isso? Pensei.

Foi aí que vi, num prédio, uma festança daquelas acontecendo. Como sou decidido nem titubiei. Desci do carro ainda em movimento e corri para dentro do prédio. O que tem o carro? Não se incomode com meu fusca. Ele parou na traseira de um Mercedes que estava estacionado logo adiante. E ainda por cima, com meu carro nada aconteceu, pois ele tem um forte pára-choque. Ao porteiro disse-lhe apenas que era um convidado da festa, dei as costas e entrei, cumprimentei a todos os convidados como se já soubesse quem eles eram.

Comi e bebi muita coisa. Coisas, aliás, que nem desconfiava o que era. Mas como estava liberado tratei de aproveitar. E ainda por cima fiz amizade com dois sujeitos logo de início. Um era o churrasqueiro, e o segundo era o sujeito que preparava os coquetéis para a festa. Fantástico, não preciso mais que duas pessoas para conversar numa festa. Pensei. Então, como estava um pouco cansado, resolvi me despedir dos dois mais novos amigos e cair fora de lá antes que o proprietário do Mercedes descobrisse seu carro levemente amassado na traseira. Falando em traseira... Lembrei do meu traseiro. Estava muito pesado. Mas só iria vê-lo quando chegasse em casa. Afinal de contas ainda detinha aquela doença traiçoeira, o rotavírus, que faz a pessoa se cagar sem perceber. Ai, ai, um dia saro desta porcaria, pensei.


Aqui foi a festa que o prefeito preparou para mim. Foi na rua mesmo. Acabou desistindo de fazer naquela boate incendiada. Talvez tenha sido melhor assim, mesmo eu não tendo participado dos festejos. Sabe, não quero aparecer do lado desses tipos, podem pensar que estou fazendo alguma progapanda para esses políticos, ou qualquer coisa assim.


Como havia comentado; este era o tipo de coisa que tinha para comer além do churrasco na tal festa. Eu optei por não comer.


Já este objeto; creio que nem preciso comentar para que serve. Porém, esta era minha visão quando cheguei em casa, pois estava tonto de tanto beber, e ainda por cima, com as calças cheias. Realmente aquila visão foi como um milagre para mim. Era tudo o que eu precisava para aquele final de noite.

:: Oiram Bourges 17:57 [+] ::
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:: Domingo, Abril 24, 2005 ::


Nesta semana deu-me vontade de fazer algo que há tempos não fazia, e que aprendi quando passei uns tempos na casa dos pais do Emental, ou seja, meus tios. O Emental, para quem não sabe, é um primo meu que mora no interior. Bom, resolvi dedicar-me ao plantio de flores, frutas e verduras no quintal de casa. Cheguei ao pensamento de que se eu tivesse uma hortinha, ou melhor, a minha própria hortinha, poderia eu ficar mais tranqüilo. Sendo assim, comprei umas sementes, uma pá e um rastelo de jardinagem e pus-me a preparar a terra para este fim.

Primeiramente senti uma enorme vontade de amarrar o cachorro em sua própria casinha, e impedir o gato, por meio de um pequeno alambrado. Sim, fiz um cercadinho em torno do bicho, logicamente. E isso foi para que não tivesse contato com as plantinhas. Nunca se sabe o que esses animais são capazes de fazer diante de umas pequenas tentações coloridas e espalhadas pelo terreno. E aí, depois deste cuidado que tomei, era chegado o momento para a atividade em si. O plantio.

Contudo, no meio da semana o tempo resolveu mudar. De dias ensolarados passou a bruscos. E num desses dias, especialmente falando, teve direito a relâmpagos, trovões e uma verdadeira enxurrada, que mais parecia um dilúvio. Assim mesmo pensei que isso seria bom para as plantas, pois elas necessitam de água. Mas aí então percebi, quase no final desta pequena amostra de fim de mundo, que as sementes ainda estavam lacradas dentro das embalagens. E só quem estava se molhando eram meus animais e meus apetrechos de horta (pá e rastelo).

No dia seguinte bem cedo, depois do meu café é claro, calcei minhas sete léguas e atraquei-me no banhado, digo, no lameiro para ver o que podia fazer pelos bichos. O cachorro, tive de usar uma pá para retira-lo do chão, porque ele estava simplesmente e inteiramente atolado até a cabeça. Quanto ao gato... Ele havia desaparecido. E levou consigo o cercadinho também. E dois dias após este incidente encontraram meu gato e sua pequena cerca no alto de um prédio de três andares que tem aqui, perto de casa.

Depois dessas coisas resolvi desistir dessa bobajada toda de plantar mato no quintal. Penso que isto não tenha graça nenhuma. Mesmo porque quando quiser comer algumas dessas coisas, menos as flores, claro, vou ao mercado comprar. Ou a qualquer lugar onde se vendam essas porcarias. Já o cachorro; quando me vê entrando pelo portão foge desesperadamente para os fundos da casa. E o gato desaparece misteriosamente diante de meus olhos. Parece até coisa de mágica. Mas também nem me incomodo com essas frescuras animais. Sei que daqui a um tempo tudo voltará ao normal.


Depois de tanta confusão não poderia terminar em outra coisa. Até as plantas reagem de maneiras estranhas.
:: Oiram Bourges 01:06 [+] ::
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:: Segunda-feira, Abril 18, 2005 ::


O sonho é uma coisa fantástica não é mesmo? Pelo menos é assim que penso. E digo isto porque nesta semana sonhei que era uma espécie de Barão Munchausen, com suas histórias imaginativas e seus fiéis e estranhos companheiros. Quanto àqueles que fizeram parte de meu sonho, posso dizer que foram bem adequados, pois eram realmente companheiros e bem estranhos. O sujeito que era o mais rápido do mundo, aquele que tinha as pernas muito musculosas, e que para ficar parado usava um peso em cada perna, ficou por parte do Pereirinha. Lógico. Sempre ligeiro naquilo que faz. Mesmo quando faz errado. Aliás, nestas situações ele faz mais rápido ainda que o normal.

Bom, deixe-me continuar. O Azambuja surgiu neste devaneio com uma grande destreza na pontaria. Sim, usava até um tapa olho, como o do personagem do conto transformado em filme, que também era míope ou sei lá o quê. Porém, na hora de atirar ele enxergava o alvo a centenas de quilômetros. Não sei explicar, mas talvez essa analogia tenha se dado pela riqueza de detalhes que costuma brotar em sua mente nos momentos de emparelhar guardanapos, copos, cadeiras e o que mais tiver ao seu alcance.

Agora, quanto ao homem mais forte do mundo... Isso é uma coisa difícil de entender como é que acontece tal coisa nos sonhos, mas tudo bem, em sonhos não existem barreiras mesmo. Pensando desta maneira consigo entender essa maluquice toda. E então, fazer com que meu cérebro assimile a grotesca cena de um homem raquítico e empenado pelo peso da fivela de seu próprio cinto carregando, sozinho, algumas toneladas em suas costas. Já identificaram quem era este raquítico fortão? Oras; era o Adalberto, que tem como hábito carregar, para cima e para baixo, seu rádio de ondas longas, ondas médias, ondas curtas e almost waves. Que por sinal é o aparelho sempre cobiçado por mim.

Na história do Barão tinha também um anão que conseguia ouvir qualquer coisa há muitos quilômetros de distância. O que não foi o caso para meu sonho, pois não conhecia ninguém que fosse anão para se encaixar neste personagem, principalmente porque desconhecia da existência de alguém que ouvisse tão otimamente melhor do que qualquer outra pessoa na face da terra. Pelos efeito dos ruidos infernais que nos deixam surdos e coisas assim. Ainda mais quando as pessoas que compõem seu circulo de amizades são uns velhos aposentados. Mas isso também não vem servir como explicação para o tal sonho. E também, quem se importa com essas bobagens todas? Afinal de contas, isto é, digo, isto foi apenas um simples sonho. Nada demais.

Agora, que estou querendo encerrar com a história da semana, você vem perguntar os nomes dos respectivos personagens existentes nesta fábula para mim. Oras, vá te catar! Lá vou eu saber o nome de cada um deles, pô!... Parece louco. Se quiser saber realmente quem é quem nesta aventura procure o filme. Se não encontrar azar é teu, mas não me aborreça porque já estou com dor de cabeça. Além do mais, devo me aprontar para sair, passear um pouco pelas ruas da cidade e aproveitar para ver umas bundinhas rebolando por aí.


Aqui estava o Azambuja fazendo mira para atirar num galho de uma árvore qualquer localizada na China para derrubar um piolho que estava próximo de um filhote de pardal em seu ninho. Que coisa heim.
:: Oiram Bourges 01:45 [+] ::
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:: Domingo, Abril 10, 2005 ::


Esta semana, após ignorar drasticamente minha pegajosa e irresistível poltrona, resolvi dar uma voltinha pelo centro da cidade, ver como estavam as coisas. Olhar as novidades e as ninfetas a passear pelas ruas tornava-se necessário para mim, pois minha vida anda murcha e meio desmotivada por esses últimos tempos. Desta maneira poderia dar um pouco de alegria aos meus olhos já cansados de ver tanta porcaria na televisão ou espalhada por entre meus vizinhos. Sendo assim fui até o velho ponto de encontro meu, o café.

Chegando lá procurei imediatamente um lugar para sentar porque, se ficasse por lá "comendo mosca" como na maioria das pessoas fazem quando vão lá, com certeza iria perder o lugar. E aí, não adianta chorar, nem se fazer de desentendido e sentar na primeira cadeira vaga que surgir porque isso não dá certo. É confusão na certa. Digo estas coisas porque já sou conhecedor da causa. Mas não precisei me preocupar com procura de lugares, os velhos conhecidos me convidaram para me juntar a eles numa mesa lá.

A princípio me senti alegre pela ação dessa gente, mas depois percebi que essa gente toda continuava a mesma de sempre, ou seja, chata. Creio que perdi parte do momento que estive lá só para traçar uma rota de fuga. Sabe, não gosto de ficar com essa sensação de pavor enquanto estou entre pessoas. Talvez seja pelo fato de eu não gostar muito de lugares onde há aglomerações de pessoas... Chatas, fofoqueiras e intrometidas. Sei que é raro ir a lugares públicos e não encontrar pelo menos uma pessoa desse tipo. Embora eu sonhe encontrar um dia um lugar com essas características. Quer dizer, até tem, mas ando com preguiça de ir lá. Inclusive, posso afirmar que ultimamente ando com preguiça para fazer qualquer coisa. Mas isso até nem é uma grande novidade para vocês.

Enfim, falei, falei e nada disse. Grande novidade também. O que quero dizer, ou penso querer dizer, é que num dado momento levantei da cadeira onde estava sentado e fui embora. Nem liguei para quem estava me acompanhando, pois sei que não eram meus companheiros de tantos outros encontros. O quê? A conta? Claro que deixei para eles pagarem. Onde já se viu isso; ter de pagar, ainda, uma conta da qual quase nem tive participação. Seria um insulto à minha carteira, já um tanto murcha por causa dos meus sócios: o governo, que administra meus, digo, nossos impostos mensais, e lógico, meus "adoráveis" parentes.


Para vocês terem uma idéia, até mesmo as garçonetes do café estavam surrupiando meus pedidos.
:: Oiram Bourges 21:38 [+] ::
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:: Segunda-feira, Abril 04, 2005 ::


Olha, o que aconteceu esta semana por aqui todo mundo já sabe. Não? Ora, foi o aniversário de Curitiba, e foi uma loucura só também. Vejamos; por onde começo? Ah, tanto faz, nem quero me prolongar com esta história mesmo. Mas posso adiantar que foi um pouco mais exagerado que festa de casamento de polaco. Como assim? Vou explicar. Festa de polaco dura três dias. Já a festa deste aniversário durou exatamente sete dias. Festança da boa essa não? É, mas, não sei se foi tão boa assim. Bom, mas suspeitem de mim, pois nunca gosto dessas festas, muito menos de aglomerações. Mesmo porque tais aglomerações são formadas por pessoas, e eu odeio pessoas.

Parece perseguição minha com os órgãos públicos e coisa e tal, mas veja bem: um dia antes do aniversário propriamente dito, a prefeitura, sabendo que iria juntar muita gente tratou de saciar a sede das pessoas, amigavelmente, durante as festividades oferecidas que durariam a semana toda. Como o calor estava intenso uma grande equipe de garapeiros foi contratada para prestar serviços nesses dias. Sim, mas claro. Todos os caldos-de-cana foram gentilmente cedidos gratuitamente a todos aqueles que quisessem saborear desta bebida. E o prefeito, referente a este assunto, não poupou esforços. Contratou para esta equipe uma frota fenomenal de kombis e seus respectivos garapeiros, todos de Santa Catarina, para trabalhar por aqui.

Sei que muitos dos leitores não gostam de minha opinião aborrecida sobre a desconfiança dos pobres, tanto os de espírito quanto os monetariamente falando, sobre tudo aquilo que lhes são ofertados. Mas também, o que isso me importa neste momento saber o que vocês gostam? Absolutamente nada. Pois bem; deixe-me continuar com essa chatice. Uma semana inteira se passou com todo o ranço que se necessita para transformar sua vida em lamúrios sem fim. Imaginem só ter de ouvir no rádio, ou assistir na tv, todas as horas do dia a prefeitura anunciar a programação dos conjuntos musicais, um mais sem graça que o outro, diga-se de passagem, que iria tocar no Parque Barigüi no domingo. Haja saco.

Então, com esse pensamento esforcei-me em pensar positivamente para que o dia de domingo fosse chuvoso. Orgulho-me em dizer que meu positivismo realmente é de lascar. Não é de ver que o dia foi bastante úmido. Como eu gostaria que fosse. Agora você me pergunta o que eu ganhei com isso; oras, nada. Mas também, o que me importa saber de todos os curitibanos, sorrindo e se molhando enquanto os maloqueiros faziam sua própria festa, aquela do arrastão? Absolutamente nada. Como sempre. Nem sobre os efeitos causados pelo caldo-de-cana que eles tomaram, se é que tomaram. Agora, por gentileza, preciso terminar com isso imediatamente. Por quê? Diabos; estou de saco cheio.

:: Oiram Bourges 01:03 [+] ::
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